O alívio que todos nós tricolores sentimos, pouco teve de heroico. O que devia ser uma sensação minimamente confortante, antes, nos deixa o gosto amargo de uma pequenez revoltante. Como podemos ter (e eu tive) um sorriso misturado com choro depois da conquista daquilo que já nos pertence?
Esse nosso Amor pelo Fluminense nos faz muitas vezes açoitar-nos com o chicote humildade, melhor dizendo, da humilhação! Sendo para o Bem do Fluminense aceitamos todos os escárnios, ofensas e açoites. No entanto, hoje, o que devemos é revoltar-nos contra todos aqueles que nos deixaram humilhar. Eles não podem continuar nesse trono que não é deles, é da Torcida!
No entanto não vou me deixar envenenar por esses pretensos tricolores. Prefiro hoje agradecer àqueles que nos respeitaram acima do seu ser.
Falo de Fábio que se possível fosse, diria, foi nosso Artilheiro de 2.024, pelos gols evitados. Foi sereno nos momentos mais agudos. Humilde sempre. Reconhecendo não ser ele, mas ELE que estava no comando.
O que falar da dupla de Thiagos? Agradeço aos dois, mas presto aqui minha total reverência ao Monstro que, mesmo do alto de seu posto, fez sua Cruzada épica, atravessando de joelhos um campo plástico, cumprindo certamente uma promessa feita.
Ao Mano: uma nota de desagravo. Não o queria, mas fez o que a muitos parecia impossível. Foi profissional, no limite de sua Competência.
Ao Kevin Serna: mais um desagravo, pelos 6 pontos que conquistamos, na ponta do suas chuteiras. Que venha 2.025 e com ele o auge de sua carreira!
Por fim, falo do “nunca sorridente” Lima-Rei. Que partida! Que entrega! Que senso de responsabilidade!
Prefiro, neste momento, não sujar a Coluna com aqueles que desonraram nossas Cores, Tradições e Torcida. Eles serão julgados (ou esquecidos) nas brumas do tempo!
Agora, como que a emoldurar com seu sorriso, perseverança e beleza, quero aqui dedicar a última Coluna do Ano a um anjinho que pude conhecer e conviver. Acho até que já poder ser considerado um Santo!
Ajudou-nos, lá de cima, juntamente com outros tantos Tricolores, a manter nossa esperança no Impossível. Que ELE continue a acolher nosso querido Pedro Henrique, o Pedrinho. Saiba amigo, você deixa um enorme buraco em nossos corações que só não para de bater porque estará sempre preenchido com seu enorme Sorriso.
Essa é a Coluna em 3 Cores de Hoje e
Eu sou, hoje tão somente, o Cronista Tricolor.
