Todos esses “deuses” foram aos poucos morrendo e o homem, na sua soberba, foi lhes dando características humanas, tendo seu ápice na construção do Panteão Greco-Romano.
Mas não terá sido, de forma consciente ou não, um álibi para transformar os “deuses” em falíveis e vingativos? Ou seja, também EU posso ser um “deus”?
Felipe Melo ruiu. Aquele herói que veio para vingar os anos sem glórias. Os anos sem fibra. Os anos sem nada. Precisa desaparecer.
O Ano Campeonato Brasileiro 2012 foi o final maia cataclísmico de uma era de vitórias. Um geração inteira, por 10 anos, não viu nada, ou pior, viu uma sequência de vergonhas e precisávamos de um ser cascudo. E esse ser era o multicampeão, fedendo a títulos: Felipe Melo.
Com você saímos do ocaso para a Glória. Campeonato de 22, um carioquinha é verdade, mas que para nós era sim um Cariocão, passando de forma magnânima e messiânica por sobre o verdadeiro mal. Na Epopeia da Glória Eterna, você foi o Hércules, sem joelho que a idade te tirou. Felipe Melo, você foi importante.
Já está na prateleira dos Grandes. Sabemos da sua firmeza de caráter. Então não caia na soberba como ontem contra o faiska.
Seja homem de pedir para sair. Não dá mais!!!
Se fosse somente ontem talvez houvesse quem o perdoasse, mas a sequência, apesar de todo seu esforço com injeções e sacrifício, NÃO DÁ MAIS!
Você morreu, como muitos “deuses” na pré-história pagã. Agora seja apenas um torcedor e dos Grandes. Não manche tudo o que fez. Seu orgulho o está matando.
Faça o que você diz, não faça o que você faz.
Essa é a Coluna em 3 Cores de hoje e Eu sou o Cronista “ateu” Tricolor.


