Esse conteúdo é dedicado a todos que se interessam pelo tema de equilíbrio financeiro no Futebol, independentemente do Time que tenha a sua Torcida. A ideia não é ler a matéria do CIES, que pode ser acessada na internet no site football-observatory.com, mas refletir sobre a situação e consequências desse “comércio”.
Farei uma série de três vídeos, destrinchando esse movimento crescente do Mundo da Bola, tentando entender a lógica por trás das Ligas/campeonatos no mundo. Como os Clubes se posicionam em cada um dos mercados e por fim tentar entender quais agentes (ou Ligas) estão se dando melhor e o que isso impacta no futuro do Futebol.
O CIES, como Grupo de estudos, surgiu no ano de 2005, já no escopo da preocupação crescente no monitoramento das finanças dos Clubes Europeus. Nessa época aumentou a percepção do importante aumento do Risco Sistêmico, já explicado em um vídeo anterior sobre o Fair Play.
Além disso, começou a ficar evidente que o chamado “doping financeiro”, onde os Clubes começaram a gastar muito mais do que o possível, poderia impactar no equilíbrio dos Campeonatos.
Não é a toa que o CIES presta serviços não só à FIFA e à UEFA, como também a muitos dos maiores Clubes da Europa, tais como: Chelsea, Arsenal, Club Atlético de Madrid entre outros.
Como já dito em outro vídeo, algumas Ligas já haviam iniciado o processo de Regulação do Fair Play, mas apenas em 2009 a UEFA finalmente promulgou a Lei que passou por três anos de adaptação, até sua efetividade a partir de 2012.
Um breve histórico da Consolidação das maiores Ligas do Futebol no Mundo:
As Principais ligas, no início do século 21, ainda eram a Italiana e a Espanhola. Mas, sendo bastante simplista, a lógica desorganizada dos Italianos e a “bipolaridade” dos Espanhóis (Barça e Real), foi dando espaço no Marketing à Organização dos Ingleses, afinal, o berço do Futebol precisava retomar seu lugar de destaque, mesmo não sendo nos campos das Copas do Mundo.
A França corria por fora (até a chegada de fortes investidores no PSG) e a Alemanha, com sua organização “militar”, melhoraram muito sua inserção no mercado, mas não conseguiram derrubar a portentosa Liga Inglesa, turbinada por investidores externos (de Russos a Arábicos) construíram (e ainda constroem) o mais lucrativo futebol do mundo, hoje também um dos mais vistosos, muito por conta do equilíbrio da divisão de recurso vindas da Comercialização dos Direitos Televisivos.
Não é por outra razão que essas cinco Ligas (Big 5) comandam as janelas de Transferências, sendo responsáveis por praticamente 2/3 de todas as compras.
Ou seja, o Motor que move as negociações, parte dessas Big 5 e parece não deixar fôlego para que outras a ela se juntem. De forma efêmera, por interesses pontuais de alavancar o desenvolvimento do Futebol em outras praças, já tivemos a participação do Futebol Japonês, Americano, Chinês e, mais recentemente, do chamado “Mundo Árabe”.
Há outros países, principalmente na Europa, aos quais chamo de Periféricos que são aqueles que não conseguem ter tantos recursos de Patrocínio e precisam ter um apoio financeiro, além de seus Campeonatos.
Falo principalmente de Portugal e Holanda. Eles se especializaram em compras de médio/alto risco de jogadores da América Latina e África. Esse maior Risco exige maiores Retornos. Por isso Clubes como o Benfica, Porto, Sporting,Ajax, PSV são tão ativos nesse mercado.
Dificilmente conseguem chegar às fases finais das Copas continentais, mas conseguem, em parte, apresentar times bem competitivos, tendo normalmente um saldo positivo na relação Venda & Compra de jogadores.
Portanto, finalizando esse primeiro vídeo, os Clubes dos Big 5, pela pujança econômica de suas Ligas, conseguem comprar jogadores “prontos” e, com as “limitações” do Fair Play apresentam pouco risco conseguindo “sempre” chegar às finais das competições européias. O saldo negativo entre Venda & Compra de jogadores é “financiado” pelos altos retornos dados nessas Ligas.
Os países e times Periféricos conseguem comprar apostas e se beneficiam da venda aos Times dos Big5, dando a eles o “selo de qualidade” de Jogador adaptado à Europa. Aqui normalmente o Saldo é positivo de Venda & Compra de jogadores, porém o Risco é maior, pois uma compra de jogador que “flope” pode provocar um desequilíbrio financeiro.
E há os times de países periféricos da Europa, mas isso é o tema para o 2º vídeo dessa série.
Qual sua opinião sobre esse primeiro vídeo da série? Lembro que o material da CIES encontra-se disponibilizado no anexo, no primeiro comentário desse vídeo.
Se você gostou desse vídeo, deixe seus comentários, não se esqueça do LIKE e se inscreva aqui no Youtube do Cronista Tricolor
O Texto e material completo desse vídeo você poderá acessar através do link abaixo na descrição, ou indo direto na Rede Blogspot do Cronista Tricolor.
