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Apaixonado pelo Fluminense Football Club e pelas crônicas de Nelson Rodrigues. Cronista do nosso Tricolor.

quinta-feira, 12 de setembro de 2024

A Lógica de Comprar e Vender Jogadores- Parte 2

Dando continuidade ao texto anterior, trarei aqui o olhar para o Mercado brasileiro e até mesmo Latino Americano, cujas realidades são bastante próximas.

Antes, coloco uma questão para reflexão: Por que muitos de nós nos mostramos felizes ao vermos nossos Clubes na, digamos, parte de cima, da “Tabela” de Venda & Compra de jogadores?

Para mim há uma visão equivocada do que representa o Saldo entre Vendas & Compra de jogadores. Pensam: “Para mim isso é Lucro e Lucro é sempre bom!”. De fato, no longo prazo, esse saldo se aproxima muito mais de um Saldo de Fluxo de Caixa das operações de Compra & Venda, mas não Lucro. 

Aí coloco duas outras questões: Na medida em que os Clubes (na maioria dos casos) permanecem “parcialmente” insolventes financeiramente, será que isso não denota muito mais uma fortíssima incapacidade de gestão, ou seja, estamos vendendo jogadores para sustentar uma estrutura ineficiente?

Outro ponto: Não será muito mais uma característica, digamos, sociológica, onde aqui na América Latina, continuamos a ser vistos e tratados como Colônia? E aí há uma forte exploração, quando vendemos ainda “muito barato” nossas joias?

No safári do Futebol, a América Latina está mais para presa do que para caçador, isto porque na Europa (tanto faz ser do Big 5 ou Periférico) eles têm muito mais recursos e o que querem é encontrar oportunidade de lucrarem, quer na compra de joias baratas para depois revendê-las, quer desportivamente, tendo no seu elenco os melhores do mundo que ganham campeonatos.

Agora, nem tudo é igual por aqui. Há aqueles Times que têm esse saldo positivo (Palmeiras e CAP), mas que também compram muito jogadores, ou seja, se aproximando muito mais do modelo dos Países Periféricos Europeus. 

Por outro lado, há times iguais ao Fluminense que “somente” se coloca como exportador de jogadores, sem comprar quase nada, porque precisam dessas vendas para fechar seus Orçamentos e Contas.

Em nenhum dos casos, temos Times que se aproximam da posição dos Europeus Big 5, que apresentam grandes Saldos Negativos, comprando muito mais do que vendendo, porém seu suporte se dá com os recursos das Ligas e de Patrocínio;

Será isso verdade, que não temos Times comparáveis aos Big 5 europeus?

Mas isto é o tema para o 3º e último vídeo dessa série.

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