Depois de entendermos o que é o CIES, e, a partir do seu Relatório, fazer conjecturas sobre como se comportam os times da Europa e da América Latina, faço aqui uma última reflexão a respeito do que pode vir a mudar? Como será a balança nos próximos anos nesses mercados e especular sobre novos agentes?
A história sempre se repete.
O Comercio da Época Feudal era restrito a poucos e corajosos mascates, passando depois a um Sistema Mercantilista, que, apoiado no poder de Reinos, começou um comercio em maior escala.
Desbravaram-se continentes, garantindo a Acumulação Primitiva de Capital. Com isso deu-se o salto para Revolução Industrial e, deste, para o Capitalismo Global.
Nessa analogia estamos agora saindo de uma estrutura simples de compra e venda de jogadores para uma nova fase, no Brasil, América Latina e todo o Mundo.
A esta fase no século 21 teremos não mais, como principais atores, Clubes individuais, mas sim de Grupos Econômicos Multinacionais, aos quais chamarei de “Multi Clubes”, Grupos com vários Clubes sob uma “única” Gestão em todos os Continentes do Mundo.
O detalhamento de quem serão esses agentes, será tema de um próximo vídeo, que buscará entender as implicações desses “Multi Clubes” e as mudanças necessárias na aplicação das Leis do Fair Play.
De fato quando os “Multi Clubes” se consolidarem, passaremos a ter um comércio mais efetivo dentro do próprio Grupo, quase que fundando um novo Feudalismo, agora no mundo do Futebol. A descoberta de talentos e negociações passarão a se dar muito mais intra grupo para os grandes talentos. O comércio extra grupo dar-se-á apenas para os jogadores considerados de menor potencial.
Haverá uma Oligopolização do futebol. Claro que, no início pelo menos, essa descoberta de talentos não virá exclusivamente desses “Multi Clubes”, mas no longo prazo isso é um risco real.
Aqui no Brasil já temos uma pequena amostra dessa estratégia, principalmente no Red-Bul Bragantino (Grupo RB), Botafogo (Grupo Eagle) e Bahia (Grupo Manchester City).
Especificamente no Brasil, a falta de legislação que ordene minimamente o Fair Play e o fato de termos uma enorme quantidade de talentos, é um espaço perfeito para esses (figura de linguagem) “Buracos Negros” conseguirem continuar engolir tudo, sem serem impedidos.
Clubes com boas bases como o Palmeiras, Fluminense, Santos, Corinthians e Atlético Paranaense, entre outros, podem por ora continuar a se beneficiar dessas vendas, mas, caso não se organizem rapidamente, verão secar essa fonte de talentos e receitas a médio prazo.
Aqui no Brasil, e na América Latina como um todo, os Clubes convivem ainda com dificuldades enormes de manutenção saudável de suas contas. Isto faz com que não consigam se organizar de forma a aproveitarem melhor as oportunidades de venda de suas revelações.
Outro ponto a observar, é que o início no Brasil da “Era das SAF’s” trás muitas dúvidas. Boa parte dos maiores Clubes brasileiros ainda não se decidiu por essa forma de Organização. Fato é que, em breve, podemos começar a ver a predominância dos “Multi Clubes”, estendendo seus braços para os mercados Latino Americanos.
O equilíbrio de forças, dentro dos países, vai mudar. Isto pode vir a se acelerar, pois não há o Fair Play implantado em nenhum dos países do nosso continente e mesmo da África. Temo que o Futuro já esteja traçado, com os “Multi Clubes” tomando conta desses espaços.
A Organização em Ligas , o estudo e implementação de Fair Play nos países latino americanos pode barrar essa destruição dos Clubes como entendemos hoje. Porém não vejo movimento forte o suficiente para mover essa montanha.
O Mundo dos “Multi Clubes”, nesse momento, parece ser o futuro inexorável. A FIFA não parece estar disposta a intervir, porque sequer se manifesta sobre obrigar a todos os países sequer a um Fair Play “mínimo”.
A FIFA já vem brigando muito com os europeus e não vai querer nesse momento abrir mais uma frente de luta, agora contra os Capitalistas “Multi Clubes”.
Talvez o que resta para nós é chamar um Chapolin Colorado ou o Saci Pererê para nos ajudar.
Depois de entendermos o que é o CIES, e, a partir do seu Relatório, fazer conjecturas sobre como se comportam os times da Europa e da América Latina, faço aqui uma última reflexão a respeito do que pode vir a mudar? Como será a balança nos próximos anos nesses mercados e especular sobre novos agentes?
A história sempre se repete.
O Comercio da Época Feudal era restrito a poucos e corajosos mascates, passando depois a um Sistema Mercantilista, que, apoiado no poder de Reinos, começou um comercio em maior escala.
Desbravaram-se continentes, garantindo a Acumulação Primitiva de Capital. Com isso deu-se o salto para Revolução Industrial e, deste, para o Capitalismo Global.
Nessa analogia estamos agora saindo de uma estrutura simples de compra e venda de jogadores para uma nova fase, no Brasil, América Latina e todo o Mundo.
A esta fase no século 21 teremos não mais, como principais atores, Clubes individuais, mas sim de Grupos Econômicos Multinacionais, aos quais chamarei de “Multi Clubes”, Grupos com vários Clubes sob uma “única” Gestão em todos os Continentes do Mundo.
O detalhamento de quem serão esses agentes, será tema de um próximo vídeo, que buscará entender as implicações desses “Multi Clubes” e as mudanças necessárias na aplicação das Leis do Fair Play.
De fato quando os “Multi Clubes” se consolidarem, passaremos a ter um comércio mais efetivo dentro do próprio Grupo, quase que fundando um novo Feudalismo, agora no mundo do Futebol. A descoberta de talentos e negociações passarão a se dar muito mais intra grupo para os grandes talentos. O comércio extra grupo dar-se-á apenas para os jogadores considerados de menor potencial.
Haverá uma Oligopolização do futebol. Claro que, no início pelo menos, essa descoberta de talentos não virá exclusivamente desses “Multi Clubes”, mas no longo prazo isso é um risco real.
Aqui no Brasil já temos uma pequena amostra dessa estratégia, principalmente no Red-Bul Bragantino (Grupo RB), Botafogo (Grupo Eagle) e Bahia (Grupo Manchester City).
Especificamente no Brasil, a falta de legislação que ordene minimamente o Fair Play e o fato de termos uma enorme quantidade de talentos, é um espaço perfeito para esses (figura de linguagem) “Buracos Negros” conseguirem continuar engolir tudo, sem serem impedidos.
Clubes com boas bases como o Palmeiras, Fluminense, Santos, Corinthians e Atlético Paranaense, entre outros, podem por ora continuar a se beneficiar dessas vendas, mas, caso não se organizem rapidamente, verão secar essa fonte de talentos e receitas a médio prazo.
Aqui no Brasil, e na América Latina como um todo, os Clubes convivem ainda com dificuldades enormes de manutenção saudável de suas contas. Isto faz com que não consigam se organizar de forma a aproveitarem melhor as oportunidades de venda de suas revelações.
Outro ponto a observar, é que o início no Brasil da “Era das SAF’s” trás muitas dúvidas. Boa parte dos maiores Clubes brasileiros ainda não se decidiu por essa forma de Organização. Fato é que, em breve, podemos começar a ver a predominância dos “Multi Clubes”, estendendo seus braços para os mercados Latino Americanos.
O equilíbrio de forças, dentro dos países, vai mudar. Isto pode vir a se acelerar, pois não há o Fair Play implantado em nenhum dos países do nosso continente e mesmo da África. Temo que o Futuro já esteja traçado, com os “Multi Clubes” tomando conta desses espaços.
A Organização em Ligas , o estudo e implementação de Fair Play nos países latino americanos pode barrar essa destruição dos Clubes como entendemos hoje. Porém não vejo movimento forte o suficiente para mover essa montanha.
O Mundo dos “Multi Clubes”, nesse momento, parece ser o futuro inexorável. A FIFA não parece estar disposta a intervir, porque sequer se manifesta sobre obrigar a todos os países sequer a um Fair Play “mínimo”.
A FIFA já vem brigando muito com os europeus e não vai querer nesse momento abrir mais uma frente de luta, agora contra os Capitalistas “Multi Clubes”.
Talvez o que resta para nós é chamar um Chapolin Colorado ou o Saci Pererê para nos ajudar.

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