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Apaixonado pelo Fluminense Football Club e pelas crônicas de Nelson Rodrigues. Cronista do nosso Tricolor.

terça-feira, 1 de outubro de 2024

Como Criar times B no Brasil? Parte 2: Há interesse?

Depois de vermos na última coluna a forma como os europeus desenvolvem seus Times B e a estratégia em cada um dos países, quero voltar o olhar para o Brasil. 

Por que aqui nunca tivemos essa ideia?
Em primeiro lugar, porque nossa “especialidade no mercado” é a de formar e vender jogadores ainda jovens, porque são os mais valorizados. Hoje, nos nossos principais clubes, “esquecemos” muito rápido um jogador que não explode até os 21 anos. 

Ele passa a perambular, sem qualquer gestão de carreira, por clubes de menor expressão e dificilmente consegue sucesso, talvez porque não teve o apoio para tal.

O Campeonato de Aspirantes, mostrado em vídeo recente é um caminho, mas sem calendário para todo o ano, será um fiasco.

A grande diferença do Brasil para o resto do mundo é a existências de federações estaduais. Elas têm o mandato da CBF para definir todo o acesso às divisões inferiores do Brasil. Campeonato estadual é uma jabuticaba do futebol mundial, só tem aqui!

Explicando melhor. Para qualquer clube poder acessar o campeonato brasileiro da Série D (última Série), ele só consegue estando na 1ª divisão do Campeonato de seu estado. 

Pelo Regulamento do campeonato estadual, não pode haver 2 Clubes de “um mesmo dono” participando da mesma divisão.

Ou seja, no modelo atual não há solução jogando no mesmo estado.

A hipótese de um clube de um Estado A montar uma filial no Estado B e ali subir até a 1ª divisão deste campeonato, qualificando-se para campeonato brasileiro Série D, é financeiramente inviável pelo custo e logística. 

A única solução que vejo é a de se criar uma 5ª divisão do campeonato brasileiro, dando acesso aos 4 melhores colocados (ou mesmo 8) do campeonato de Aspirantes, valorizando sobremaneira esse campeonato. As demais vagas seriam distribuídas pela CBF. Daí o acesso à Série D no ano seguinte poderia ser dada aos 2 primeiros colocados da Série E. 

O meu entendimento é que esses Times B seriam em média muito melhores, fazendo com que num espaço de 5 a 10 anos tivéssemos vários Clubes B disputando as Séries B e C. 

Claro que nunca poderiam acessar a mesma Série que o Time Principal.

Há, obviamente, uma grande necessidade de organização dessas agendas, coisa que a CBF nunca se preocupou. Mas aí, precisamos voltar às origens desse projeto: garantir uma agenda anual aos clubes para formação de elencos de revelações tardias. 

Esses times B podem também servir como local para recuperação de jogadores do time A ou aqueles que para lá foram e não conseguiram se desenvolver.

Esse modelo aqui proposto é uma fusão do Sub-21 Inglês e dos campeonatos da Espanha e Itália, vistos no 1º vídeo da série! 

E aí você gostou da ideia? Vai me dizer que não iria ver o Fluminense B, jogando na 2ªdivisão do Brasileirão? Bom... eu estaria lá no estádio!

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