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Apaixonado pelo Fluminense Football Club e pelas crônicas de Nelson Rodrigues. Cronista do nosso Tricolor.

terça-feira, 1 de outubro de 2024

Coluna em 3 Cores - Brincando com o Dragão na Caverna!


A Torcida, mesmo um pouco cética, acreditava numa vitória neste domingo. Afinal o Estádio não teria torcida adversária. Calor é algo que nós cariocas conhecemos bem. O gramado é dos melhores no Brasil e, definitivamente, um Campeão da América não pode temer o último colocado do Brasileirão.

Tudo acima é verdade, mas nosso maior fantasma, a areia movediça do Z4, parece ter emporcalhado a todos. 
Nosso time parecia um ratinho minúsculo fugindo de um Dragão! Que falta de hombridade é essa? Técnico Multicampeão à beira do Gramado. Um time com orçamento pelo menos 5 vezes menor, parecia estar imbuído de uma disputa de Champions! Nosso time era de uma pelada: casados x solteiros!

Nossa Torcida, a maior da Cancha... Eles os desinteressados em campo.

Confesso: não vejo futuro desses jogadores nos ajudando a sair do buraco que eles mesmos nos meteram! Só se receberem uma grande “Chacoalhão”! Sinceramente não sei se o problema está com os figurões donos do Grupo, daqueles que não jogam, ou da Gestão Técnica/Clube.

Vou ao Maracanã 5ª.feira com a certeza de ter a pressão batendo os picos do Everest! Preocupo-me com brigas, pois sei que os nervos estarão à Flor da Pele. Terei os olhos calcinados pela visão de um Bruxo que ajudou na Conquista da América e que agora quererá provar a todos que os errados vestem Verde-Branco-Grená !


Essa é a Coluna em 3 Cores de hoje e

Eu sou o Cronista Desnorteado Tricolor.

Como Criar times B no Brasil? Parte 2: Há interesse?

Depois de vermos na última coluna a forma como os europeus desenvolvem seus Times B e a estratégia em cada um dos países, quero voltar o olhar para o Brasil. 

Por que aqui nunca tivemos essa ideia?
Em primeiro lugar, porque nossa “especialidade no mercado” é a de formar e vender jogadores ainda jovens, porque são os mais valorizados. Hoje, nos nossos principais clubes, “esquecemos” muito rápido um jogador que não explode até os 21 anos. 

Ele passa a perambular, sem qualquer gestão de carreira, por clubes de menor expressão e dificilmente consegue sucesso, talvez porque não teve o apoio para tal.

O Campeonato de Aspirantes, mostrado em vídeo recente é um caminho, mas sem calendário para todo o ano, será um fiasco.

A grande diferença do Brasil para o resto do mundo é a existências de federações estaduais. Elas têm o mandato da CBF para definir todo o acesso às divisões inferiores do Brasil. Campeonato estadual é uma jabuticaba do futebol mundial, só tem aqui!

Explicando melhor. Para qualquer clube poder acessar o campeonato brasileiro da Série D (última Série), ele só consegue estando na 1ª divisão do Campeonato de seu estado. 

Pelo Regulamento do campeonato estadual, não pode haver 2 Clubes de “um mesmo dono” participando da mesma divisão.

Ou seja, no modelo atual não há solução jogando no mesmo estado.

A hipótese de um clube de um Estado A montar uma filial no Estado B e ali subir até a 1ª divisão deste campeonato, qualificando-se para campeonato brasileiro Série D, é financeiramente inviável pelo custo e logística. 

A única solução que vejo é a de se criar uma 5ª divisão do campeonato brasileiro, dando acesso aos 4 melhores colocados (ou mesmo 8) do campeonato de Aspirantes, valorizando sobremaneira esse campeonato. As demais vagas seriam distribuídas pela CBF. Daí o acesso à Série D no ano seguinte poderia ser dada aos 2 primeiros colocados da Série E. 

O meu entendimento é que esses Times B seriam em média muito melhores, fazendo com que num espaço de 5 a 10 anos tivéssemos vários Clubes B disputando as Séries B e C. 

Claro que nunca poderiam acessar a mesma Série que o Time Principal.

Há, obviamente, uma grande necessidade de organização dessas agendas, coisa que a CBF nunca se preocupou. Mas aí, precisamos voltar às origens desse projeto: garantir uma agenda anual aos clubes para formação de elencos de revelações tardias. 

Esses times B podem também servir como local para recuperação de jogadores do time A ou aqueles que para lá foram e não conseguiram se desenvolver.

Esse modelo aqui proposto é uma fusão do Sub-21 Inglês e dos campeonatos da Espanha e Itália, vistos no 1º vídeo da série! 

E aí você gostou da ideia? Vai me dizer que não iria ver o Fluminense B, jogando na 2ªdivisão do Brasileirão? Bom... eu estaria lá no estádio!

segunda-feira, 30 de setembro de 2024

Como Criar times B no Brasil? Parte 1: A História “lá fora”.

O início do Campeonato de Aspirantes, ocorrido na última 4ª feira, 25/09/24, suscita a ideia de tentar criar aqui no Brasil times que podemos chamar de “linha auxiliar” ou, como é usual na Europa, times B, mas para isso precisamos de calendário específico, ou não?

Lá no velho continente é normal se ter “times B”: com equipes do mesmo dono no mesmo país. Normalmente, levam até o nome da “Casa Matriz”, apenas com, digamos , um sobrenome diferente. 

Como maior exemplo destaco os Espanhóis: Real Castilla e o Barcelona Atlètic que hoje jogam, respectivamente, na 2ª. e 3ª.divisão. Na Itália acontece algo parecido, com a Juventus-Girona disputando a série C.

Já na Inglaterra há uma organização diferente. Lá temos a chamada Premier League Cup , para jogadores sub-21. O nome é o do time principal, diferenciando no Final. Por exemplo: Chelsea U21. O torneio conta com 26 equipes, pontos corridos, com 50 jogos, cobrindo a totalidade de datas da temporada regular.

A ideia é revelar joias locais ou funcionar de berçário para talentos do futebol mundial, ainda considerados inaptos para jogarem o principal torneio do continente europeu.

Nesse material não falarei da estratégia de montagens dos chamados “MULTICLUBES” (termo cunhado em vídeos anteriores aqui do Canal). Isto será tema a ser tratado de forma exclusiva em outro vídeo do Canal, bem como sua inter relação com os times, no Brasil, que aderiram ao Campeonato de Aspirantes.

Então aqui no Brasil nunca vimos times B. No máximo o que encontramos são parceiras bem efêmeras entre clubes de Estados diferentes, mas sem qualquer coordenação. De fato há muito mais uma relação de empréstimo puro e simples, de no máximo 2 jogadores por Clube.

Mas voltando à criação dos times B, qual o grande impeditivo de se ter isso no Brasil? Há alguma manobra escusa que impede? É uma questão somente financeira? Por fim, como se poderia montar um ambiente para fazê-lo?

Essas e outras questões serão discutidas na próxima coluna aqui no blog do Cronista Tricolor.

sexta-feira, 27 de setembro de 2024

Ufa! Quando poderemos dizer isso?!

Aqueles que “nasceram” Tricolores na Libertadores 2023, depois desta 4ªfeira, estão perplexos.

Para os que nasceram Tricolores no Tetra Campeonato, também estão incomodados com essa permanência eterna na zona da degola.

Para os Guerreiros Tricolores dos Anos de Chumbo de 90, não querem, não aguentam mais, ficar nesse amargo corredor da morte.

Quando poderemos soltar o sopro de alívio?


Tínhamos a certeza de sair da vala lá depois da demissão do Diniz. Mesmo olhando torto para o que o Mano poderia oferecer!. Porém ele entrega, no mínimo 55% dos pontos no Brasileirão. Nós precisávamos, à época apenas 50%.

Muitos ficaram soberbos e iludidos ao verem lá no início da gestão Mano, a sequencia de vitórias e decidiram se desengajar. No entanto, caíram na real quando viram que não saímos do lodo, bastando apenas dois resultados ruins para voltamos para o inominável lugar. 

Quando poderemos sorrir sem medo? Olha, quero que seja o mais rápido possível. Não quero deixar para as últimas rodadas.

Não estou com a soberba, mas sim confiante na melhora de desempenho do time no Brasileirão (mesmo com a desclassificação do Torneio continental). No entanto, o direito de jogar mal acabou no jogo contra o Juventude na Serra Gaúcha.

Contra o Botafogo foi um grande azar e também para testar a retidão da alma dos verdadeiros tricolores.

Precisamos de 19 pontos em 12 jogos para chegarmos aos 46 pontos – 53% dos pontos.

Agora não quero saber de histórico contra o ACG. Contra o CRU será um jogo difícil até fazermos o 1º gol. Esse time estará meio bagunçado pelo “Dinizismo”. Duas vitórias necessárias pra espantar os lazarentos! Total:6 pontos!

Vamos para as férias da FIFA, de 16 dias, com 33 pontos, será uma indicação divina? De fato o que indicará é forte treinamento, sem folgas nessas férias!

Agora com corpo renovado, para 3 jogos em casa contra 3 times das cores das trevas! Lodo; CAP*; VIT. Na humildade, Podemos negociar 1 derrota e um mínimo de 4 pontos? Total: 10 pontos dos 19 necessários e agora sem jogos atrasados.

Depois, continuaremos com a saga de ser o PAI do SUL, buscando contra GRE e INT 4 pontos! Total: 14 pontos de 19 ainda com 5 jogos por jogar.
 
Teremos, então, mais 7 dias para uma nova corrida. Contra FOR e CRI (ambos em casa) exijo o mínimo de 4 pontos. Chegamos a 44 pontos. Certamente já posso soltar um suspiro aliviado!

Ufa! 

Teremos mais 1 semana de folga para buscar algo a mais na tabela. O potencial é de 53 pontos, que nos últimos 4 anos garantiu estar entre o 8º. e o 10º Lugar.

Agora o que não pode faltar é a presença da Torcida. Desse 12 jogos até o final do Campeonato, teremos 7 no Maracanã. Será que é pedir muito que enchamos todos eles? Isto porque não deve ser necessário pedir isso aos jogos como visitante: estamos lotando!

Apoie nosso Fluzão! É ele quem precisa, não seus dirigentes, nem os jogadores. Não deseje mal a seu time, porque, afinal, é a você mesmo que estará rogando essa Maldição!

quinta-feira, 26 de setembro de 2024

Coluna em 3 Cores - Uma Noite Azeda

Estávamos todos imaginando que a qualquer momento teríamos uma perda significativa. Afinal, avisos foram dados.


Vitórias magras, algumas até com muito sofrimento e derrotas aqui e acolá. Experimentávamos uma certa tranquilidade por saber que tínhamos, na defesa, uma Monstruosa boia de salvação.

Com ele, era vitória garantida, mesmo que magra. Quando saia do time não vencíamos. Na linha do temos, começamos a colecionar derrotas, mesmo com ele em campo. 

Agora olhando da ponta do penhasco que me encontro, começo a ver que os demais atletas também estavam com essa tranquilidade. Ah...temos o Monstro (?), então está tudo bem!

Nossa torcida também acreditou nisso e foi esse o nosso o erro. Descobrimos agora que o leite da classificação azedou de vez e logo lá em Minas! 

Assim como não podemos ficar chorando pelo leite derramado, agora é hora de cobrar desse mamadores” de tetas! Não podemos descansar até sair desse “quarto” sinistro de 4 lugares.

Tenho consciência que para isso acontecer só se os gorduchos técnicos e jogadores entregarem em campo o que nunca fizeram: suas honras e trabalhos árduos!

Essa é a Coluna em 3 Cores de hoje e

Eu sou o bezerro desmamado Tricolor

https://www.instagram.com/reel/DAZrPXmJO2s/?igsh=MTV2OHU0N2Z3Nm91cQ== 

segunda-feira, 23 de setembro de 2024

Coluna em 3 Cores: O ocaso de um “deus”

Os seres humanos, na sua história, preferiram sempre acreditar no desconhecido, dando a ele o nome de “deus”. E esse “deus” inicial era aquele envolvido com as Forças da Natureza, com aquilo que não sabíamos explicar.

Todos esses “deuses” foram aos poucos morrendo e o homem, na sua soberba, foi lhes dando características humanas, tendo seu ápice na construção do Panteão Greco-Romano.

Mas não terá sido, de forma consciente ou não, um álibi para transformar os “deuses” em falíveis e vingativos? Ou seja, também EU posso ser um “deus”?

Felipe Melo ruiu. Aquele herói que veio para vingar os anos sem glórias. Os anos sem fibra. Os anos sem nada. Precisa desaparecer. 

O Ano Campeonato Brasileiro 2012 foi o final maia cataclísmico de uma era de vitórias. Um geração inteira, por 10 anos, não viu nada, ou pior, viu uma sequência de vergonhas e precisávamos de um ser cascudo. E esse ser era o multicampeão, fedendo a títulos: Felipe Melo.

Com você saímos do ocaso para a Glória. Campeonato de 22, um carioquinha é verdade, mas que para nós era sim um Cariocão, passando de forma magnânima e messiânica por sobre o verdadeiro mal. Na Epopeia da Glória Eterna, você foi o Hércules, sem joelho que a idade te tirou. Felipe Melo, você foi importante.

FOI.  

Já está na prateleira dos Grandes. Sabemos da sua firmeza de caráter. Então não caia na soberba como ontem contra o faiska. 

Seja homem de pedir para sair. Não dá mais!!!

Se fosse somente ontem talvez houvesse quem o perdoasse, mas a sequência, apesar de todo seu esforço com injeções e sacrifício, NÃO DÁ MAIS! 

Você morreu, como muitos “deuses” na pré-história pagã. Agora seja apenas um torcedor e dos Grandes. Não manche tudo o que fez. Seu orgulho o está matando. 

Faça o que você diz, não faça o que você faz.


Essa é a Coluna em 3 Cores de hoje e Eu sou o Cronista “ateu” Tricolor.

J

Campeonato de Aspirantes - Parte II: A Angione’s League está de volta!

Vimos na primeira coluna da Série Campeonato de Aspirantes todos os detalhes do Calendário da Competição, suas regras e formas de disputa. Quais Times que aderiram ao Projeto, seus custos, receitas e premiações, incluindo ainda os possíveis locais de Transmissão na TV e no YOUTUBE. 

Há também a Tabela de Jogos da Fase de Grupos (com 7 jogos) e dos Confrontos das Fases Finais (todos em jogos únicos). 

Todo esse material (Regulamento e datas dos Jogos) poderá ser acessado clicando diretamente no Link disponibilizado no fim da coluna.

No entanto, o que garante que o Projeto do Campeonato de Aspirantes terá continuidade? Faço agora um “mergulho” na política por trás do fato.

Então, "Agora é que vai começar o episódio", parafraseando Eduardo Bueno. A formação de Jogadores e os respectivos interesses financeiros de Vendas & Compra é a Lógica que permeia e apoia esse Campeonato.  Há também a vontade da CBF de garantir espaços na venda de eventos, aumentando seu Market Share na área de entretenimento.

Por fim, o interesse de parte das atuais SAF’s nesse torneio tem seu peso. 

Do outro lado do tabuleiro, há aqueles que fazem tudo para enterrar a ideia do Campeonato de Aspirantes, pois, em assim fazendo, minam a capacidade técnica de seus principais concorrentes. Dos 16 Participantes do Campeonato de Aspirantes, temos 12 da LFU e somente 4 da Libra: RBB, CAM, VIT e SAN, sendo que o 1º.é Clube Empresa; o 2o. já é SAF e os outros 2 se aproximam da implantação desse modelo. Nos da LFU temos Organizações em todos os modelos

De fato essa É A Briga atual do Brasil, onde 2 Ligas querem muito mais destruir uma à outra do que construir algo em conjunto, mas isso é tema para outro vídeo em breve aqui o Canal.

Iremos agora explorar um pouco o interesse dos Clubes que estão participando do Campeonato de Aspirantes.

Como já visto em vídeos anteriores de Fair Play e da Lógica de Venda & Compra de Jogadores, o Brasil claramente está inserido na “Ponta Vendedora” do mercado, tendo muitos Clubes encontrado o caminho de formar bases fortes não só para servir esses mercados, como também para suprir suas necessidades internas de compor elenco. 

Os “MULTICLUBES” (conceito explicado em vídeo anterior no Canal) estão interessados em comprar jogadores cada vez mais jovens, para reduzir custos de aquisição de talentos, além de mitigar o risco de não adaptação ao Futebol europeu. 

Praticamente todos os principais Clubes brasileiros (até por força de Lei) trabalham categorias de base, mas poucos o fazem desde muito cedo. Aí se destacam principalmente o Fluminense e Santos. No entanto hoje o Clube mais vitorioso nos torneios de Base é o Palmeiras. Ele trabalha de forma diferente, tendo uma rede de captação muito forte, buscando garimpar jovens já próximos da categoria sub-17. 

Com isso vem formando um dos melhores e mais vitoriosos elencos nacionais da Base. Além do sucesso em campo, promove uma inquestionável assertividade na venda de jogadores.

Agora, com o advento das SAF’s no Brasil, muitas dessas inseridas no universo de “MULTICLUBES”, aparecem projetos audaciosos, em diversos cantos do País, na tentativa de construção de polos de atração de Empresários e Jogadores, digamos, como fornecedores primários para suas bases. Por isso as SAF’s da Libra estão no Campeonato de Aspirantes!

IMPORTANTE

Alguns dos grandes times de São Paulo e do Rio escolheram não vir para o Campeonato de Aspirantes, pois perderam o interesse em desenvolver jovens acima de 21/22 anos. Preferem adquirir jogadores “prontos”, cada um dentro da sua lógica econômico-financeira. E os da Libra fora do Campeonato são justamente aqueles que não são SAF.

Entenderam a lógica do processo, pelo menos até agora?

Agora vamos falar de um dos maiores entusiastas desse Campeonato: a figura enigmática do Sr. Paulo Angione, diretor de Futebol do Fluminense! Considerado por muitos como um Dinossauro nesse mercado, ele viu aí a oportunidade de tentar encontrar o que eu chamo de “Revelações Tardias”, mas que de fato não o são. 

Estou falando de jogadores que amadurecem mais tarde, entre 22 e 23 anos, sendo esse tipo de Torneio perfeito para eles e para os Clubes. Lá se encontra a oportunidade de apresentar jogadores e de se recuperar os investimentos do Clube.

Muitas vezes esses jogadores estão a 7 - 8 anos no Clube, receberam um alto investimento, que será perdido se forem dispensados. Manter esses jovens por mais tempo no Clube é a oportunidade para finalizar sua formação. Expondo-os a jogos mais difíceis, eles ganham experiência e os “Dirigentes /Técnicos” o tempo para observar.

Depois, mesmo que não se tornem “Revelações Tardias”, podem vir a ser, no Brasil o fora daqui, emprestados ou mesmo vendidos a outros Clubes, sempre ficando com parte de seu direito econômico, para rentabilizar em futuras vendas. 

Não se exclui a hipótese também de manter alguns deles no Clube para composição de elenco. Por fim, aqueles que não se mostraram aptos para ficar no futebol, poderão ser dispensados com a certeza de que tudo foi feito para seu aproveitamento. 

O Sr, Paulo Angione sempre pensou neste modelo e apoia a “re-criação” da categoria de Aspirantes como se fosse um “berçário”, ou melhor, um “supletivo” de futebol, dando, talvez, a última chance para esses jovens bom jogadores de completar sua formação.

A Torcida muitas vezes critica, por não ver utilidade. De fato, no Fluminense, não temos grandes exemplos a dar dessas “Revelações Tardias”. Não temos ainda! Eu acredito que isso leva tempo e há até uma curva de aprendizado nessa categoria.

O que não podemos negar é que serviu para muitos jovens à época como Martinelli, André e até mesmo Luiz Henrique, terem espaço para pegar ritmo em jogos competitivos para, depois, brilharem no profissional.

Resumindo, considero muito inteligente essa iniciativa, que demanda anos para trazer frutos. Ao mesmo tempo evita dispensa de uma grande quantidade de potenciais talentos, que, no caso do Fluminense, superam facilmente o de 15 atletas por ano. 

Esses jogadores talvez nunca virem craques, mas têm sim potencial para compor elenco ou mesmo serem titulares em vários clubes no País, dando retorno financeiro ao Clube. 

Claro, porém, que com apenas dois meses de calendário por ano essa estrutura não se sustenta! Será necessário que se construa todo um Calendário Anual para essa categoria. A inspiração pode vir de algumas experiências exitosas na Europa, mas isso aí é um assunto que será tratado, no futuro, em um próximo vídeo no Canal.

Link do Regulamento da Copa de aspirantes: 

https://acrobat.adobe.com/id/urn:aaid:sc:VA6C2:a52d8e6f-45ca-4da3-aaf3-25201166b697

Link da Tabela Básica dos Jogos:

https://acrobat.adobe.com/id/urn:aaid:sc:VA6C2:6fb315c6-c765-4866-b355-49e9930e5a81

Campeonato de Aspirantes Parte I: Como está desenhado o Torneio?

No último dia 04/09/24 a CBF, através de sua Diretoria de Competições, soltou o Regulamento para a reedição da Copa de Aspirantes, suspensa em 2.022, depois de seis edições consecutivas, tendo como campeões: INT(2), SAO, CEA, GRE e CUI.

A Copa de Aspirantes, que terá o seu início na próxima 4ª feira,  25/09, contará com a presença de 16 Clubes, com jogadores nascidos a partir de 2001, divididos em dois Grupos de oito times, que jogam dentro do Grupo, em sete jogos. Classificam-se às 4as de final os quatro primeiros de cada Grupo, jogando de forma cruzada: 1º.de um Grupo contra o 4º.do outro e assim por diante. Depois os vencedores dessas chaves vão se enfrentando até a final no dia 24/11. 

Apesar de a competição não oferecer ao Campeão nada além do Troféu e Medalhas, a CBF custeia o envio de 25 integrantes do Clube, cobrindo o translado (por avião a distâncias superiores a 800 km), alimentação e hospedagem. Fica também a cargo da CBF o pagamento da equipe de arbitragem e do VAR, quando achar ser conveniente.

A CBF dividiu os times (por critério de proximidade geográfica) nos seguintes grupos abaixo:

Grupo A: BOT, CAM(), CRB, FOR, FLU, SPO, VAS, VIT()

Grupo B: CRI, CUI, GOI, JUV, MIR, RBB(), SAN(), VLN

Importante notar, como curiosidade, que apenas 4 dos 16 Clubes são da Libra (marcados com *). O que faz sentido, pois a maioria dos times desta Liga aproveitam jogadores formados em suas bases até no máximo 19/20 anos, fato que explicarei mais adiante, no 2º. Vídeo dessa Série.

Como curiosidade, a CBF não faz exigência de capacidade mínima de público nos estádios até as semifinais, quando então define um mínimo 5.000 lugares de arquibancada. Porém obriga identificação facial para públicos acima de 20 mil e que todos os estádios possam ter jogos noturnos, capacidade de conexão para possíveis transmissões, além de estrutura para colocação de câmeras de VAR, caso a CBF solicite.

Ponto importante para nós, que gostamos de acompanhar esse tipo de torneio, é o de já haver previsão de transmissões pelo SporTV. Além disso, há janelas de jogos para outros 2 interessados, provavelmente canais de YOUTUBE. No entanto, não sabemos quantos jogos serão transmitidos e nem seus horários, pois depende dos pedidos das “TVs”. 

A CBF, claro, está tratando de toda essa divulgação com muito interesse, para que efetivamente possa se tornar mais um “produto” de sua Grade e, certamente, lucrativo, com a venda dos Direitos de Imagem.

Mais detalhes, inclusive com as datas previstas dos jogos, poderá ser consultado no Regulamento da Competição e a Tabela Básica de Jogos, que estão no Link abaixo, junto ao material publicado no Blogspot do Cronista Tricolor.

Quais os interesses e estratégia dos Clubes brasileiros que vão participar do Campeonato? Por que nem todos quiseram formar equipes? Quem são os atores e mentores desse Projeto? Você saberá de tudo isso acompanhando a Parte II dessa coluna.

Link do Regulamento da Copa de aspirantes: https://acrobat.adobe.com/id/urn:aaid:sc:VA6C2:a52d8e6f-45ca-4da3-aaf3-25201166b697

Link da Tabela Básica dos Jogos:

https://acrobat.adobe.com/id/urn:aaid:sc:VA6C2:6fb315c6-c765-4866-b355-49e9 

sexta-feira, 13 de setembro de 2024

A lógica de Comprar e Vender Jogadores – Parte III.

Depois de entendermos o que é o CIES, e, a partir do seu Relatório, fazer conjecturas sobre como se comportam os times da Europa e da América Latina, faço aqui uma última reflexão a respeito do que pode vir a mudar? Como será a balança nos próximos anos nesses mercados e especular sobre novos agentes?

A história sempre se repete. 

O Comercio da Época Feudal era restrito a poucos e corajosos mascates, passando depois a um Sistema Mercantilista, que, apoiado no poder de Reinos, começou um comercio em maior escala. 

Desbravaram-se continentes, garantindo a Acumulação Primitiva de Capital. Com isso deu-se o salto para Revolução Industrial e, deste, para o Capitalismo Global.

Nessa analogia estamos agora saindo de uma estrutura simples de compra e venda de jogadores para uma nova fase, no Brasil, América Latina e todo o Mundo. 

A esta fase no século 21 teremos não mais, como principais atores, Clubes individuais, mas sim de Grupos Econômicos Multinacionais, aos quais chamarei de “Multi Clubes”, Grupos com vários Clubes sob uma “única” Gestão em todos os Continentes do Mundo. 

O detalhamento de quem serão esses agentes, será tema de um próximo vídeo, que buscará entender as implicações desses “Multi Clubes” e as mudanças necessárias na aplicação das Leis do Fair Play.

De fato quando os “Multi Clubes” se consolidarem, passaremos a ter um comércio mais efetivo dentro do próprio Grupo, quase que fundando um novo Feudalismo, agora no mundo do Futebol. A descoberta de talentos e negociações passarão a se dar muito mais intra grupo para os grandes talentos. O comércio extra grupo dar-se-á apenas para os jogadores considerados de menor potencial.

Haverá uma Oligopolização do futebol. Claro que, no início pelo menos, essa descoberta de talentos não virá exclusivamente desses “Multi Clubes”, mas no longo prazo isso é um risco real.

Aqui no Brasil já temos uma pequena amostra dessa estratégia, principalmente no Red-Bul Bragantino (Grupo RB), Botafogo (Grupo Eagle) e Bahia (Grupo Manchester City).

Especificamente no Brasil, a falta de legislação que ordene minimamente o Fair Play e o fato de termos uma enorme quantidade de talentos, é um espaço perfeito para esses (figura de linguagem) “Buracos Negros” conseguirem continuar engolir tudo, sem serem impedidos.

Clubes com boas bases como o Palmeiras, Fluminense, Santos, Corinthians e Atlético Paranaense, entre outros, podem por ora continuar a se beneficiar dessas vendas, mas, caso não se organizem rapidamente, verão secar essa fonte de talentos e receitas a médio prazo.

Aqui no Brasil, e na América Latina como um todo, os Clubes convivem ainda com dificuldades enormes de manutenção saudável de suas contas. Isto faz com que não consigam se organizar de forma a aproveitarem melhor as oportunidades de venda de suas revelações. 

Outro ponto a observar, é que o início no Brasil da “Era das SAF’s” trás muitas dúvidas. Boa parte dos maiores Clubes brasileiros ainda não se decidiu por essa forma de Organização. Fato é que, em breve, podemos começar a ver a predominância dos “Multi Clubes”, estendendo seus braços para os mercados Latino Americanos.

O equilíbrio de forças, dentro dos países, vai mudar. Isto pode vir a se acelerar, pois não há o Fair Play implantado em nenhum dos países do nosso continente e mesmo da África. Temo que o Futuro já esteja traçado, com os “Multi Clubes” tomando conta desses espaços. 

A Organização em Ligas , o estudo e implementação de Fair Play nos países latino americanos pode barrar essa destruição dos Clubes como entendemos hoje. Porém não vejo movimento forte o suficiente para mover essa montanha.

O Mundo dos “Multi Clubes”, nesse momento, parece ser o futuro inexorável. A FIFA não parece estar disposta a intervir, porque sequer se manifesta sobre obrigar a todos os países sequer a um Fair Play “mínimo”. 

A FIFA já vem brigando muito com os europeus e não vai querer nesse momento abrir mais uma frente de luta, agora contra os Capitalistas “Multi Clubes”. 

Talvez o que resta para nós é chamar um Chapolin Colorado ou o Saci Pererê para nos ajudar.


Depois de entendermos o que é o CIES, e, a partir do seu Relatório, fazer conjecturas sobre como se comportam os times da Europa e da América Latina, faço aqui uma última reflexão a respeito do que pode vir a mudar? Como será a balança nos próximos anos nesses mercados e especular sobre novos agentes?

A história sempre se repete. 

O Comercio da Época Feudal era restrito a poucos e corajosos mascates, passando depois a um Sistema Mercantilista, que, apoiado no poder de Reinos, começou um comercio em maior escala. 

Desbravaram-se continentes, garantindo a Acumulação Primitiva de Capital. Com isso deu-se o salto para Revolução Industrial e, deste, para o Capitalismo Global.

Nessa analogia estamos agora saindo de uma estrutura simples de compra e venda de jogadores para uma nova fase, no Brasil, América Latina e todo o Mundo. 

A esta fase no século 21 teremos não mais, como principais atores, Clubes individuais, mas sim de Grupos Econômicos Multinacionais, aos quais chamarei de “Multi Clubes”, Grupos com vários Clubes sob uma “única” Gestão em todos os Continentes do Mundo. 

O detalhamento de quem serão esses agentes, será tema de um próximo vídeo, que buscará entender as implicações desses “Multi Clubes” e as mudanças necessárias na aplicação das Leis do Fair Play.

De fato quando os “Multi Clubes” se consolidarem, passaremos a ter um comércio mais efetivo dentro do próprio Grupo, quase que fundando um novo Feudalismo, agora no mundo do Futebol. A descoberta de talentos e negociações passarão a se dar muito mais intra grupo para os grandes talentos. O comércio extra grupo dar-se-á apenas para os jogadores considerados de menor potencial.

Haverá uma Oligopolização do futebol. Claro que, no início pelo menos, essa descoberta de talentos não virá exclusivamente desses “Multi Clubes”, mas no longo prazo isso é um risco real.

Aqui no Brasil já temos uma pequena amostra dessa estratégia, principalmente no Red-Bul Bragantino (Grupo RB), Botafogo (Grupo Eagle) e Bahia (Grupo Manchester City).

Especificamente no Brasil, a falta de legislação que ordene minimamente o Fair Play e o fato de termos uma enorme quantidade de talentos, é um espaço perfeito para esses (figura de linguagem) “Buracos Negros” conseguirem continuar engolir tudo, sem serem impedidos.

Clubes com boas bases como o Palmeiras, Fluminense, Santos, Corinthians e Atlético Paranaense, entre outros, podem por ora continuar a se beneficiar dessas vendas, mas, caso não se organizem rapidamente, verão secar essa fonte de talentos e receitas a médio prazo.

Aqui no Brasil, e na América Latina como um todo, os Clubes convivem ainda com dificuldades enormes de manutenção saudável de suas contas. Isto faz com que não consigam se organizar de forma a aproveitarem melhor as oportunidades de venda de suas revelações. 

Outro ponto a observar, é que o início no Brasil da “Era das SAF’s” trás muitas dúvidas. Boa parte dos maiores Clubes brasileiros ainda não se decidiu por essa forma de Organização. Fato é que, em breve, podemos começar a ver a predominância dos “Multi Clubes”, estendendo seus braços para os mercados Latino Americanos.

O equilíbrio de forças, dentro dos países, vai mudar. Isto pode vir a se acelerar, pois não há o Fair Play implantado em nenhum dos países do nosso continente e mesmo da África. Temo que o Futuro já esteja traçado, com os “Multi Clubes” tomando conta desses espaços. 

A Organização em Ligas , o estudo e implementação de Fair Play nos países latino americanos pode barrar essa destruição dos Clubes como entendemos hoje. Porém não vejo movimento forte o suficiente para mover essa montanha.

O Mundo dos “Multi Clubes”, nesse momento, parece ser o futuro inexorável. A FIFA não parece estar disposta a intervir, porque sequer se manifesta sobre obrigar a todos os países sequer a um Fair Play “mínimo”. 

A FIFA já vem brigando muito com os europeus e não vai querer nesse momento abrir mais uma frente de luta, agora contra os Capitalistas “Multi Clubes”. 

Talvez o que resta para nós é chamar um Chapolin Colorado ou o Saci Pererê para nos ajudar.

quinta-feira, 12 de setembro de 2024

A Lógica de Comprar e Vender Jogadores- Parte 2

Dando continuidade ao texto anterior, trarei aqui o olhar para o Mercado brasileiro e até mesmo Latino Americano, cujas realidades são bastante próximas.

Antes, coloco uma questão para reflexão: Por que muitos de nós nos mostramos felizes ao vermos nossos Clubes na, digamos, parte de cima, da “Tabela” de Venda & Compra de jogadores?

Para mim há uma visão equivocada do que representa o Saldo entre Vendas & Compra de jogadores. Pensam: “Para mim isso é Lucro e Lucro é sempre bom!”. De fato, no longo prazo, esse saldo se aproxima muito mais de um Saldo de Fluxo de Caixa das operações de Compra & Venda, mas não Lucro. 

Aí coloco duas outras questões: Na medida em que os Clubes (na maioria dos casos) permanecem “parcialmente” insolventes financeiramente, será que isso não denota muito mais uma fortíssima incapacidade de gestão, ou seja, estamos vendendo jogadores para sustentar uma estrutura ineficiente?

Outro ponto: Não será muito mais uma característica, digamos, sociológica, onde aqui na América Latina, continuamos a ser vistos e tratados como Colônia? E aí há uma forte exploração, quando vendemos ainda “muito barato” nossas joias?

No safári do Futebol, a América Latina está mais para presa do que para caçador, isto porque na Europa (tanto faz ser do Big 5 ou Periférico) eles têm muito mais recursos e o que querem é encontrar oportunidade de lucrarem, quer na compra de joias baratas para depois revendê-las, quer desportivamente, tendo no seu elenco os melhores do mundo que ganham campeonatos.

Agora, nem tudo é igual por aqui. Há aqueles Times que têm esse saldo positivo (Palmeiras e CAP), mas que também compram muito jogadores, ou seja, se aproximando muito mais do modelo dos Países Periféricos Europeus. 

Por outro lado, há times iguais ao Fluminense que “somente” se coloca como exportador de jogadores, sem comprar quase nada, porque precisam dessas vendas para fechar seus Orçamentos e Contas.

Em nenhum dos casos, temos Times que se aproximam da posição dos Europeus Big 5, que apresentam grandes Saldos Negativos, comprando muito mais do que vendendo, porém seu suporte se dá com os recursos das Ligas e de Patrocínio;

Será isso verdade, que não temos Times comparáveis aos Big 5 europeus?

Mas isto é o tema para o 3º e último vídeo dessa série.

quarta-feira, 11 de setembro de 2024

A Lógica de Comprar e Vender Jogadores - Parte 1

Neste início de setembro, o CIES (Centro Internacional Estudos do Esporte), Suíça, especializado em análise de transferências de Jogadores (visando a sustentabilidade do Futebol no mundo), trouxe um estudo das movimentações comerciais de Venda & Compra de jogadores nos últimos dez anos (2015 /2024).

Esse conteúdo é dedicado a todos que se interessam pelo tema de equilíbrio financeiro no Futebol, independentemente do Time que tenha a sua Torcida. A ideia não é ler a matéria do CIES, que pode ser acessada na internet no site football-observatory.com, mas refletir sobre a situação e consequências desse “comércio”.

Farei uma série de três vídeos, destrinchando esse movimento crescente do Mundo da Bola, tentando entender a lógica por trás das Ligas/campeonatos no mundo. Como os Clubes se posicionam em cada um dos mercados e por fim tentar entender quais agentes (ou Ligas) estão se dando melhor e o que isso impacta no futuro do Futebol.

O CIES, como Grupo de estudos, surgiu no ano de 2005, já no escopo da preocupação crescente no monitoramento das finanças dos Clubes Europeus. Nessa época aumentou a percepção do importante aumento do Risco Sistêmico, já explicado em um vídeo anterior sobre o Fair Play. 

Além disso, começou a ficar evidente que o chamado “doping financeiro”, onde os Clubes começaram a gastar muito mais do que o possível, poderia impactar no equilíbrio dos Campeonatos.

Não é a toa que o CIES presta serviços não só à FIFA e à UEFA, como também a muitos dos maiores Clubes da Europa, tais como: Chelsea, Arsenal, Club Atlético de Madrid entre outros.

Como já dito em outro vídeo, algumas Ligas já haviam iniciado o processo de Regulação do Fair Play, mas apenas em 2009 a UEFA finalmente promulgou a Lei que passou por três anos de adaptação, até sua efetividade a partir de 2012.

Um breve histórico da Consolidação das maiores Ligas do Futebol no Mundo:

As Principais ligas, no início do século 21, ainda eram a Italiana e a Espanhola. Mas, sendo bastante simplista, a lógica desorganizada dos Italianos e a “bipolaridade” dos Espanhóis (Barça e Real), foi dando espaço no Marketing à Organização dos Ingleses, afinal, o berço do Futebol precisava retomar seu lugar de destaque, mesmo não sendo nos campos das Copas do Mundo.

A França corria por fora (até a chegada de fortes investidores no PSG) e a Alemanha, com sua organização “militar”, melhoraram muito sua inserção no mercado, mas não conseguiram derrubar a portentosa Liga Inglesa, turbinada por investidores externos (de Russos a Arábicos) construíram (e ainda constroem) o mais lucrativo futebol do mundo, hoje também um dos mais vistosos, muito por conta do equilíbrio da divisão de recurso vindas da Comercialização dos Direitos Televisivos. 

Não é por outra razão que essas cinco Ligas (Big 5) comandam as janelas de Transferências, sendo responsáveis por praticamente 2/3 de todas as compras. 

Ou seja, o Motor que move as negociações, parte dessas Big 5 e parece não deixar fôlego para que outras a ela se juntem. De forma efêmera, por interesses pontuais de alavancar o desenvolvimento do Futebol em outras praças, já tivemos a participação do Futebol Japonês, Americano, Chinês e, mais recentemente, do chamado “Mundo Árabe”. 

Há outros países, principalmente na Europa, aos quais chamo de Periféricos que são aqueles que não conseguem ter tantos recursos de Patrocínio e precisam ter um apoio financeiro, além de seus Campeonatos. 

Falo principalmente de Portugal e Holanda. Eles se especializaram em compras de médio/alto risco de jogadores da América Latina e África. Esse maior Risco exige maiores Retornos. Por isso Clubes como o Benfica, Porto, Sporting,Ajax, PSV são tão ativos nesse mercado. 

Dificilmente conseguem chegar às fases finais das Copas continentais, mas conseguem, em parte, apresentar times bem competitivos, tendo normalmente um saldo positivo na relação Venda & Compra de jogadores.

Portanto, finalizando esse primeiro vídeo, os Clubes dos Big 5, pela pujança econômica de suas Ligas, conseguem comprar jogadores “prontos” e, com as “limitações” do Fair Play apresentam pouco risco conseguindo “sempre” chegar às finais das competições européias. O saldo negativo entre Venda & Compra de jogadores é “financiado” pelos altos retornos dados nessas Ligas. 

Os países e times Periféricos conseguem comprar apostas e se beneficiam da venda aos Times dos Big5, dando a eles o “selo de qualidade” de Jogador adaptado à Europa. Aqui normalmente o Saldo é positivo de Venda & Compra de jogadores, porém o Risco é maior, pois uma compra de jogador que “flope” pode provocar um desequilíbrio financeiro.

E há os times de países periféricos da Europa, mas isso é o tema para o 2º vídeo dessa série. 

Qual sua opinião sobre esse primeiro vídeo da série? Lembro que o material da CIES encontra-se disponibilizado no anexo, no primeiro comentário desse vídeo.

Se você gostou desse vídeo, deixe seus comentários, não se esqueça do LIKE e se inscreva aqui no Youtube do Cronista Tricolor

O Texto e material completo desse vídeo você poderá acessar através do link abaixo na descrição, ou indo direto na Rede Blogspot do Cronista Tricolor.

domingo, 8 de setembro de 2024

LIGAS: É uma briga pra ver quem tem a maior espada?

Esse ano de 2024 marca o fim de uma era, onde tivemos no geral um Oligopólio na Compra de Direitos televisivos pelo Grupo Globo. Será que realmente acabou esse reinado?

Em termos técnicos, não dá para discutir que a qualidade das transmissões é o diferencial que mais a destaca, assim como a “clara predileção” por alguns dos times por eles criados como os “Campeões de Audiência”.

Também, não sejamos hipócritas: a nós consumidores era muito cômodo ter em “um único local” toda a grade de programação do Futebol, mesmo que com transmissões tendenciosas, tanto de narradores quanto de comentaristas e repórteres.

Mas eis que, a partir da promulgação da Lei do Mandante (2021) deu-se aos Clubes novamente a oportunidade de se juntarem sob a forma de uma Liga. No entanto, mais uma vez, não se conseguiu juntar os interesses, isto porque, tal qual uma briga entre aristocratas, aqueles que estavam no “Poder” (maiores beneficiários das regras atuais) não queriam dar oportunidade aos demais. 

Aí não importa que pudessem, no longo prazo, ganhar muito mais que ganhariam se todos se juntassem. O que importa é ganhar muito mais que o seu adversário, condenando-o a virar sempre um mendigo do Futebol.

Pergunto: a quem interessa tudo isso? À própria Globo que mesmo não tendo condição de comprar todo o campeonato, pagará bem menos para ter, ainda sim, boa parte do show.

Mas algumas coisas não deram certo, como a mudança de lado do Corinthians. Será que já teremos um abandono desse time como o “Queridinho Paulista”?

A Libra jogou na bola de segurança, estratégia previsível de quem quer manter o “status quo”. Porém até agora só obteve R$ 1bi pelo seu pacote de 152 jogos (40% do total do Campeonato). Há um valor variável dependendo da venda de pacotes do Pay-per-view. O valor previsto por jogo está portanto entre De R$ 6,5 a 8mm.

Já a LFU conseguiu vender 76 jogos dos seu 228 jogos possíveis (ou 1/3), por aproximadamente R$ 750mm, ou R$ 10 mm por jogo.

A aparente vantagem da LFU se esvai por 2 motivos. Há nesta Liga mais times para dividir o bolo e nenhuma garantia que a venda do restante 2/3 do pacote seja feita pela mesmo valor. A LFU espera arrecadar R$ 1,7 bilhão pelos seus 228 jogos, o que dá R$ 7,5 mm por jogo 

Há ainda a questão de que, para a maioria dos times, será repassado apenas 80% do valor, pois já “venderam 20% de suas cotas.

Nesta análise desconsidero as eventuais mudanças de Times de cada Liga na primeira Divisão e consequente aumento de jogos disponíveis para cada Liga. Apenas destaco que a LFU tem maioria avassaladora os times da Série B: 16 ou 80% do total. 

Outro ponto que se levanta é o direcionamento de resultados, supostamente podendo ser feitos pelos integrantes de cada bloco, na Briga para se ter o maior número de times na Série A. Esse tema foi brilhantemente abordado, dia 02/09, por Rodrigo Capelo em Coluna no OGlobo.

A guerra de narrativas está posta. Por ora não podemos falar de vencedores nem vencidos, ou melhor podemos SIM! Os vencedores com certeza são os investidores que ganharão 20% da cotas da LFU e as Empresas de TV que ganharão como nunca antes. Os vencidos? Nós consumidores que teremos que arcar com um custo altíssimo para acompanhar os Campeonatos de nossa preferência!

Nessa briga de espadas, nós consumidores, já perdemos por pontos e, mais uma vez, seremos trucidados!

LIBRA: 
Hoje conta com 8 Times da Série A, 3 da série B e 1 da Série C, num total de 12 Times. Mas como o ABC não terá chance de subir de Série são apenas 11 Clubes no Grupo. 

Há uma boa chance de se manterem 8 na série A, pois o VIT tem boa chance de cair (75%).  

Importante: ainda não estão computados os valores de pay-per-view que dessa vez será um % do efetivamente arrecadado por cada Clube. Não há estimativa, mas eu avalio que o bolo poderá subir de R$ 200 a R$ 300mm.

Times por Série
A: Fla, SÃO, PAL, GRE, CAM, BAH, RBB, VIT

B: SAN, BRU PAY,
C: ABC

LFU:
Hoje conta com 12 Times da Série A; 16 da Série B ; e 3 da Série C.

Aqui é que se espera as maiores movimentações. 

Cair da Série A para B: 5 Clubes com grande chance de cair: ACG, CUI,COR, CRI, JUV, com uma chance conjunta de quase 67%. Claro que só caem 4, mas para se ter uma ideia, os 2 primeiros têm chance de, individualmente, mais de 90% e 70%, respectivamente, de cair.

Subir da Série B para A: Em compensação 3 Clubes da LFU (NOV, MIR e VIL) têm grandes chances de subir (entre 60 e 80%)

Com isso, provavelmente o numero de Times da LFU deverá permanecer em Maioria, 12 ou 11 do total.

Essa maioria é importante porque poderá oferecer aos Compradores dos Direitos até 6 jogos por Rodada.

Venda dos Direitos da LFU.

Até o momento foi negociado o pacote de Televisão aberta e Streaming:

TV Aberta: R$ 200mm. A Record terá direito à primeira escolha de 1 jogo por rodada .

Youtube: R$ 200mm.Transmitiria o mesmo jogo da TV Aberta. Não está informado em qual Canal seria feita a transmissão, mas rumores indicam a CaseTv como o mais provável  

Straming: Amazon pagou R$ 350 mm por 1 Jogo por rodada; 2ª. escolha.

Haveria ainda de 3 a 4 jogo por semana para venda de direitos. Não se exclui a possibilidade de a própria Globo nos seus canais Premiere comprar essa cota.

A questão é que há um acordo que impede a Globo de pagar mais do que um percentual do que está pagando à Libra.

Times por Série:
A: COR, INT, CRU, FLU, VAS, CAP, ACG, BOT, FOR, CUI, CRI, JUV 

B: ITU, MIR, NOV, PRE, BOTsp, GUA(*), AME, AVA, CEA, CHA, CRB, GOI, OPE, SPT, VIL,CTB

C: FIG, LON, TOM

Fora das Ligas: AMA

Portanto, hoje, a Libra já tem garantido R$ 1bi + provavelmente R$200 mm para distribuir aos seus 8 ou 9 Clubes da Série A. Tendo apenas mais uns 3 ou 4 na Série B que recebe muito menos

Já a LFU garantiu até o momento algo próximo aos R$ 750 mm para serem distribuídos ao 11 ou 12 participantes da Série A, tendo ainda uma Legião de 15 ou 16 times da Série B.

A vantagem é que ainda falta, numericamente, 67% dos jogos a serem vendidos, além do maior números de participantes nessa Liga..

Vejam as colunas disponíveis!

Coluna em Três Cores - Justiça em Jogos Grandes 02/02/26 5ª rodada Carioca BOT 0 x 1 FLU

O Fluminense foi feito para disputar e Ganhar Grandes Jogos. Não importa se por uma diferença mínima! O que nós, verdadeiros Tri...